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Planetas “desonestos” podem ser expulsos por sistemas binários e são mais comuns do que se pensava

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Planetas que vagam sozinhos pelo espaço interestelar — sem ligação com nenhuma estrela — podem não ser tão raros quanto se imaginava. Um novo estudo em formato de pré-publicação, divulgado no repositório científico arXiv em 1º de maio deste ano, sugere que esses chamados “planetas flutuantes livres” (ou planetas ‘desonestos’) podem surgir com frequência a partir de interações violentas dentro de sistemas planetários jovens.
A pesquisa, liderada por Xiaochen Zheng, do Planetário de Pequim, propõe que muitos desses mundos são, na verdade, “expulsos” de seus sistemas de origem. O mecanismo envolve a ação gravitacional de estrelas companheiras em sistemas binários, capazes de desestabilizar órbitas planetárias ao longo de milhões de anos.
Segundo as simulações apresentadas no estudo, essas per

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