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Tecido que cresce fora do corpo é descoberto – e pode revolucionar a biomedicina

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Cientistas liderados pela Universidade Memorial de Newfoundland, no Canadá, descobriram que fragmentos de tecidos removidos de uma espécie de pepino-do-mar chamada Psolus fabricii conseguem sobreviver, se regenerar e crescer de forma independente por mais de três anos em água do mar natural. O estudo, publicado na revista científica Science Advances nesta semana, desafia os conceitos biológicos tradicionais sobre a mortalidade de tecidos descartados.
Batizados pelos pesquisadores de LiPfe, esses fragmentos representam o primeiro registro na ciência de tecidos animais que mantêm viabilidade de longo prazo e crescimento fora de um ambiente de laboratório estéril. A descoberta abre frentes na biomedicina, com potencial de aplicação em engenharia de tecidos, regeneração biológica e tratamentos

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