
Um conjunto de desenhos e pinturas sobre o cotidiano brasileiro da década de 1920 apresenta a realidade de modo solar, com a observação da vida na cidade, das pessoas e de outros aspectos triviais do dia a dia. Algo que poderia parecer comum contrasta e compõe com o outro lado da exposição âobras onÃricas, onde o sonho e a morte permeiam a construção dos trabalhos; retratos soturnos, com olhares vazios e corpos cadavéricos.
Esta dualidade dá forma à mostra “Crônica e Sonho”, do artista paraense Ismael Nery, morto aos 33 anos, que pode ser vista na galeria Danielian, em São Paulo. A curadoria é de Tadeu Chiarelli, crÃtico e professor aposentado de artes visuais da USP, que buscou apresentar essas duas faces do trabalho do artista.
Chiarelli percebeu, ao revisar o conjunto da ob
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