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A preferência crescente por SUVs e picapes não muda apenas o visual das ruas brasileiras, ela altera, de forma concreta, o risco enfrentado por pedestres em caso de atropelamento. O alerta ganha peso num momento em que esse tipo de veículo deixou de ser exceção e passou a dominar o mercado.
Entre janeiro e novembro de 2025, os SUVs responderam por aproximadamente 54,5% das vendas de automóveis zero-quilômetro no Brasil, contra 47,9% em 2024, segundo dados da Fenabrave. Ou seja, mais da metade dos carros novos vendidos no país já tem frente mais alta, característica associada a impactos mais severos em atropelamentos.
Estudos científicos e uma diretriz recém publicada pela Abramet (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego) mostram que o desenho frontal dos veículos influencia diretament

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