
A encenação de “Velocidade”, do grupo mineiro Quatroloscinco, é impulsionada pela proposição central do teatro como uma “máquina de desacelerar o tempo”, uma intervenção tática contra o regime temporal dominante da contemporaneidade. Em um mundo regido pela fragmentação e pelo impulso de “rolar tela”, o espetáculo se erige como um espaço de duração controlada que convida o público a uma presença radical, oferecendo uma janela de desaceleração intensiva.
Esta proposta não é meramente poética, mas surge como resposta expressiva ao momento histórico pós-pandêmico. A peça de Assis Benevenuto e Marcos Coletta se configura como uma “meditação tardia” sobre os anos de isolamento da pandemia e a frustração com o tempo hiperacelerado que se seguiu. Ao criticar a qualid
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