
Aos poucos, antes mesmo de outubro chegar, Belém passou a respirar o CÃrio de Nazaré, descrito pelos organizadores do evento como a maior procissão católica do mundo âou mesmo como a maior procissão religiosa do mundo, segundo afirmado por parte da igreja.
As casas, prédios e lojas ganharam adereços que lembram a todo momento que o CÃrio se aproxima. São cordas que adornam portas e entradas, imagens de Nossa Senhora de Nazaré rodeadas por flores e fitas coloridas.
Para onde se vai, só se fala no CÃrio: em como será o almoço de domingo, com pratos tÃpicos da culinária paraense; sobre o movimento de parentes rumo à capital; e sobre as festas âreligiosas ou nãoâ que cada um pretende estar presente.
à como se Belém, durante o extenso calendário do CÃrio, esquecesse que, em nove
Não é surpresa a constante crÃtica que tenho feito à facilidade com que heranças se transmitem entre gerações, sem lastro no merecimento. E olha… não estou sozinho. O tema tem ganhado força.
Recentemente, a The Economist estampou uma chupeta de ouro em uma reportagem voltada a discutir como o berço tem definido o destino das pessoas.
Estima-se que, em 2025, o volume de heranças nos paÃses ricos alcance a cifra de US$ 6 trilhões, valor que representa quase 10% do PIB e um salto notável em relação ao que se via em meados do século 20.
Enquanto isso, as famÃlias sem patrimônio hereditário acumulam frustrações. Elas trabalham mais, porém sentem que correm em uma esteira, sem sair do lugar.
Tal fato é uma marca de nosso retrocesso, pois quando uma parte substancial da riqu
Fontes
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