Andre Marcondes

O despertar após um encontro casual é um recurso narrativo exaurido pela dramaturgia, mas sob a ótica de Peter Quilter â fenômeno global do teatro britânico â a “ressaca moral” transmuta-se em laboratório social. Em “A Manhã Seguinte”, sob a direção precisa de Thereza Falcão e Bel Kutner, a privacidade é subvertida para dissecar a vulnerabilidade dos afetos contemporâneos através da lente da farsa.
O trunfo da montagem reside na simbiose de seu quarteto central. A peça opera na colisão de dois mundos: a vaidade hesitante de Tomás, o “macho alfa” desconstruÃdo pela atuação meticulosa de Bruno Fagundes, e a invasão de uma famÃlia caótica, liderada pelo magnetismo de Gustavo Mendes. Com um timing que evoca a anarquia de clássicos como “Sai de Baixo”, Mendes atua como o mo
Fontes
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