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Carol Tilkian

Por Publicado Atualizado

Um homem conhecido oferece ajuda para uma tarefa simples e, ao se aproximar, ultrapassa seus limites: encurrala seu corpo, segura seu pescoço e tenta te beijar sem consentimento. Você se afasta, pergunta o que ele está fazendo e escuta: “estou fazendo o que estou com vontade de fazer⦠achei que tinha me dado moral, entendi errado”.
A cena flagrada no BBB 26 âa casa mais vigiada do paÃsâ retrata um crime de importunação sexual cometido por Pedro contra Jordana e, infelizmente, funciona como espelho de inúmeras situações de violência vividas por mulheres fora das câmeras. Situações que, não raro, assim como Jordana, hesitamos em nomear como violência e que nos levam a inverter a lógica da responsabilidade: antes de interrogar o gesto do outro, interrogamos a nós mesmas: serÃ

Durante séculos, o ouro foi representado exatamente como ele é: pesado, raro e difÃcil de extrair. Não por acaso, quando alguém quer vender algo como “seguro”, costuma dourar a embalagem. Foi assim com medalhas, moedas, barras⦠e agora com o Bitcoin. A imagem de uma moeda dourada (na figura abaixo) com o sÃmbolo do Bitcoin talvez diga mais sobre o desejo de quem investe do que sobre a natureza real do ativo.
Aristóteles observava que o dinheiro não vale pelo que ele é, mas porque as pessoas concordam em aceitá-lo como tal. Essa distinção entre aparência e função é essencial quando tentamos responder à pergunta que muitos investidores ainda fazem: afinal, quem é o Bitcoin?
Nos últimos anos, ganhou força a narrativa de que o Bitcoin seria o “novo ouro”. Um ativo escasso, de

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