Carol Tilkian

Talvez você se reconheça como “a amiga legal”, “a mãe da turma”, “o colo dos amigos”, “o organizador oficial dos programas”, “o pau para toda obra”. Orgulhoso de estar na contramão de um mundo egoÃsta, você cuida como ninguém: organiza encontros, ouve desabafos, ajuda na mudança, revisa currÃculos, sugere filmes, bares, cursos⦠Tudo isso acreditando que esses gestos são prova de amor.
à primeira vista, parecem apenas expressão de um coração generoso, mas, muitas vezes, escondem o medo de não ser necessário. Sem perceber, confundimos amor com desempenho e presença com utilidade. E, quanto melhor desempenhamos esses papéis, mais nos enredamos na lógica de que só seremos amados se formos úteis. à aqui que a codependência aparece.
Mas o terreno fértil para ela é anterior:
Há um zum-zum sobre o governo mudar a meta fiscal para 2026. Quer dizer, a meta do superávit primário, a diferença entre receita e despesa, desconsiderados os juros da dÃvida pública. O governo não teria como cumprir nem mesmo a meta relaxada do “arcabouço fiscal”, pois o tamanho do corte de gastos seria inviável.
E daÃ? O problema é mais polÃtico do que financeiro. Os objetivos do “arcabouço fiscal” são paliativos, se tanto. Nas contas de verdade, os quatro anos de Lula 3 devem ter déficit primário. A dÃvida pública aumenta sem parar. Em si, a mudança da meta não vai alterar o tamanho do problema fiscal a ser resolvido a partir de 2027.
Mas mexer na meta pode causar tumulto: alta de dólar e juros, mais expectativa de inflação, sem contar o risco de acidente maior, caso
Fontes
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