Carol Tilkian

Antes de pensar em como sua intensidade afeta o outro, proponho olharmos para o efeito que ela tem sobre você. Ãs vezes, é a própria pessoa que se asfixia na forma como sente e se envolve. Quero examinar esse movimento interno antes de discutir as coreografias da conquista, porque aqui não se trata de escolher entre “mostrar demais” ou “fazer-se de difÃcil”.
A pergunta é outra: será que você é intensa demais no amor ou está ansiosa demais para suportar os vazios, os silêncios e as incertezas que todo vÃnculo traz?
Chamamos de intensidade o que, muitas vezes, é a ansiedade em se fundir ao outro numa tentativa de garantir que está tudo bem, que há reciprocidade, que a história vai seguir. Para isso, recorremos ao excesso: de presença, palavra, carinho âcomo tentativa de formal
Mas porque é que eles não se entendem? Essa é a pergunta que por vezes se faz a partir do conforto e da distância. Nós, que dormimos descansados nas nossas camas. Nós, que temos casas que não foram destruÃdas pelas bombas. Nós, que não temos reféns na famÃlia. Perguntamo-nos, candidamente, porque não podem eles entender-se.
E nós? Será que nós entendemos? Basta ler as redes e os comentários, que têm sido um espetáculo de desumanização e polarização nos últimos anos. à distância segura de milhares de quilômetros insultamos, agredimos, ofendemos âe depois acreditamos ser moralmente superiores à queles que, lá longe, não se entendem.
E no entanto a coerência não é difÃcil. Ela implica saber que uma violação de direitos é uma violação de direitos humanos, pont
Fontes
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