Demétrio Magnoli

Edward Said errou. Durante a Primeira Intifada (1987-1993), o intelectual palestino-americano concluiu que, paradoxalmente, a ocupação dos territórios palestinos, iniciada em 1967, lançava as sementes da reconciliação. A experiência compulsoriamente compartilhada pelos dois povos curaria as feridas dos conflitos anteriores, propiciando um futuro de convivência pacÃfica sob um estatuto de igualdade. De fato, porém, a longa ocupação irrigou, nos dois lados, a planta da vingança, a mais permissiva das estruturas mentais.
GenocÃdio. Os atentados do Hamas, no 7 de outubro de 2023, genocÃdio em miniatura, expressaram as intenções formuladas pela carta de fundação da organização terrorista. A guerra justa deflagrada a seguir por Israel converteu-se em guerra de limpeza étnica c
A fúria israelense não arrefece. Quase dois anos depois de iniciada, a tempestade de bombas continua a abater Gaza, agora segundada por rajadas de balas na fila dos que mendigam comida. Israel tem uma ideia fixa: acabar com a chance âa ideia, o sonhoâ de haver, mesmo em mil anos, a Palestina.
A justificativa para o morticÃnio é sumária: Tel Aviv tem direito de se defender, precaver-se de assaltos como o de 7 de outubro de 2023, quando 1.200 foram mortos. Tal direito se traduz em dizimar o Hamas e fazer de Gaza terra arrasada.
Há mais motivos para a razia. Um deles, pouco falado, mas nada desprezÃvel, é a vingança. Ela é exercida com frieza e afinco sobre os palestinos como um todo, não apenas sobre os terroristas. Tanto que o Exército caiu matando sobre a Cisjordânia, administra
No dia 11 de outubro, a seleção de futebol de Israel enfrentará a Noruega pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Mas, neste momento, ninguém tem certeza se a partida de fato vai acontecer.
Uma comissão da ONU afirmou que Israel está cometendo genocÃdio contra palestinos em Gaza e pediu que Fifa e Uefa suspendam israelenses de competições esportivas. Uma decisão da Uefa pode sair na semana que vem e existe a percepção de que há chances de punição.
A seleção israelense está em terceiro lugar em seu grupo e qualquer sanção praticamente tiraria suas chances de classificação para o Mundial. A pressão deixa a Fifa em uma saia justa, por causa da relação próxima entre seu presidente, Gianni Infantino, e Donald Trump. O governo norte-americano já deixou claro que
Fontes
- https://www1.folha.uol.com.br/colunas/demetriomagnoli/2025/09/almas-mortas.shtml
- https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mariosergioconti/2025/09/nunca-a-palestina-teve-tantos-defensores-e-a-repulsa-a-israel-foi-tao-grande.shtml
- https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marina-izidro/2025/09/por-que-a-russia-esta-banida-do-esporte-e-israel-nao.shtml
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