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Hélio Schwartsman

Por Publicado Atualizado

A vida pode ser boa? Arthur Schopenhauer responde à pergunta com um definitivo “não”. Viver é sofrer, e sofrer não é legal. Nossos desejos são insaciáveis, o que necessariamente resulta em dor ou tédio. Se nos tivesse sido dada a opção, teria sido melhor nunca ter existido. Por ideias como essas, Schopenhauer é considerado o filósofo do pessimismo. David Bather Woods acaba de lançar “Arthur Schopenhauer”, uma biografia em que, sem tentar negar o veio niilista do alemão, pinta um quadro mais complexo. Schopenhauer não era o mais panglossiano dos humanos, mas tampouco foi uma figura sombria. Ele talvez tenha até sido feliz, como observou a escritora e filósofa Iris Murdoch.
Se é verdade que Schopenhauer procurou limpar o suicÃdio de toda carga moral negativa, também é fato

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