Juliana de Albuquerque

Em “Por Uma Moral da Ambiguidade” (1947), Simone de Beauvoir propõe uma ética de cunho existencialista baseada na ideia de que a condição humana seria fundamentalmente ambÃgua. Isto é, marcada pelo fato de que somos ao mesmo tempo sujeito e objeto.
Enquanto sujeitos, somos livres, traçamos planos, tomamos decisões, avaliamos e emprestamos sentido à s coisas. Já enquanto objetos, encontramo-nos sempre previamente lançados em situações que tendem a limitar as possibilidades de exercÃcio da nossa liberdade.
Nos deparamos com essa ambiguidade quando refletimos sobre a finitude. Pois, a morte sempre se apresenta como um obstáculo intransponÃvel à plena realização dos nossos planos. Assim, por exemplo, mesmo após décadas de liderança sobre os israelitas, Moisés morre sem jamais
Fontes
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