Mariliz Pereira Jorge

A Odete Roitman de Deborah Bloch foi uma revolução cultural em horário nobre. Digo sem medo de hipérbole, ela torceu o modo como o Brasil olha para uma mulher de 60 anos. O paÃs passou a enxergar a pessoa antes da data no RG. Sai a senhorinha, entra a protagonista de si. A TV não só contou uma história como também reorganizou a cabeça do público. Quando uma sexagenária aparece potente, desejante, mandona, sem pedir desculpas, a plateia precisa recalibrar o olhar.
Odete não prestava. Era a vilã clássica: fria, arrogante, vingativa. Ainda assim abriu um atalho para a liberdade de muitas mulheres. Não é exagero dizer que uma personagem de TV deu lastro a um debate que pode transformar a sociedade. Ela bagunçou o imaginário coletivo, aquele que nos aposenta à revelia da vida
Fontes
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