Mario Sergio Conti

O passado não existe. O que existe são fragmentos do passado: textos, imagens, testemunhos. Os estilhaços não formam um todo, não recuperam o acontecido. Quatro versos de “Praia do Caju”, de Ferreira Gullar, apagam a luz e dizem isso:
“O que passou passou.
Jamais acenderás de novo
o lume
do tempo que apagou.”
Os filminhos dos inventores do cinema, os irmãos Auguste e Louis Lumière, são cacos do passado, momentos marcados pela morte: os seres humanos, vegetais e animais que aparecem na tela não existem mais.
O cinema não os traz de volta à vida, mas suas imagens fazem com que se imagine como eram. Como imagens fomentam a imaginação, o lume dos Lumière ilumina momentos para sempre perdidos.
Dos 1.428 filmes que os irmãos produziram em dez anos, 108 são mostrados no documentá
Para João Fonseca, este Australian Open será bem diferente daquele que passou.
Há um ano, o brasileiro chegou ao torneio como um novato de 18 anos, 145° do mundo, teve que disputar três partidas do “quali” para chegar à chave principal âincluindo a vitória sobre Andrey Rublev, que foi seu cartão de visitas no circuito. Teve uma ascensão meteórica, subiu 115 posições no ranking, conquistou dois tÃtulos de ATP, encantou o mundo do tênis. Agora, em 30º, será cabeça de chave em um Grand Slam pela primeira vez.
O inÃcio de temporada só não é melhor porque ele tem sofrido com dores nas costas, inclusive abrindo mão dos ATPs de Brisbane e Adelaide. Mas, até o momento em que escrevo esta coluna, o brasileiro estreia contra o norte-americano Eliot Spizzirri, 89º do ranking, no
Fontes
- —
Este artigo foi redigido com apoio de ferramentas de IA e revisado por nossa equipe. Citamos as fontes originais e seguimos as políticas do Google Notícias.
