Mauricio Portugal Ribeiro

Nas catedrais bem construÃdas, não é preciso saber rezar. Basta sentar-se, respirar fundo e olhar ao redor: o silêncio ganha forma, o espÃrito se expande e os desejos do corpo recuam. Algo ali nos desloca do imediato e nos reconcilia com a ideia de permanência.
Isso vale também, à sua maneira, para os grandes templos da Antiguidade âgregos, romanos, egÃpciosâ e até para as pirâmides, que eram túmulos e, ao mesmo tempo, declarações públicas de poder, ordem e continuidade. Foram obras concebidas por gente de saber enciclopédico, erguidas ao longo de décadas ou séculos, e “aperfeiçoadas” por milênios de uso, ruÃna e restauração. Tornaram-se sÃmbolos do que humanos conseguem fazer quando trabalham para além do próprio horizonte.
E isso ocorreu em épocas em que, como lembra
Fontes
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