Muniz Sodré

Já está em pauta no STF o julgamento dos mandantes do assassinato de Marielle Franco. O ato jurÃdico visa um número reduzido de indivÃduos, mas nele há algo de tão abjeto que o transforma em fato social obscuro, ainda à espera de maior esclarecimento. A barbaridade não se limitou à execução da vereadora por assassinos profissionais, estendeu-se a uma onda de ódio posterior à sua morte.
à época, eram incompreensÃveis tanto os motivos do crime quanto a justificativa para que, num palanque público, espectadores e polÃticos se unissem na quebra de uma placa de rua com o nome da vÃtima: um ataque simbólico ao cadáver. Um deles elegeu-se deputado e o outro, governador do estado.
A repercussão mundial do crime deixou na sombra, como detalhe secundário, o movimento de ódio sinaliza
Fontes
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