Ricardo Araújo Pereira

Em “A Representação do Eu na Vida Cotidiana”, Erving Goffman identifica muito bem uma espécie de teatro social em que todos participamos. Queremos transmitir uma determinada imagem e comportamo-nos de modo a provocar nos outros a impressão que desejamos causar.
Não sei, no entanto, se Goffman deu o devido valor a representações do eu que têm um objetivo mesmo mesquinho. Uma coisa é querermos transmitir uma imagem de credibilidade, de sofisticação ou de riqueza, e por isso comportarmo-nos de determinada maneira, vestirmo-nos de outra, falarmos de outra ainda.
Mas eu tenho o seguinte problema: às vezes, a minha mulher pede-me que eu compre os seus cigarros. São umas embalagens azul-turquesa. Creio que os cigarros têm sabor de menta. Ora, eu não quero que o vendedor pense que e
Fontes
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