Suzana Houzel

Clara, minha afilhada, tinha medo do lobo da estória “Chapeuzinho Amarelo”, do Chico Buarque, com seus dentões enormes e olhos arregalados. Mas só até eu conseguir trazê-la de volta ao sofá para ouvir a parte mais importante da estória, quando a menina começa a repetir lobo-lobo-lobo e o transforma num inofensivo… bolo. Pronto: ressignificado o som, o medo vai-se embora.
A brincadeira infantil de transformar lobo em bolo ilustra uma caracterÃstica fundamental de como o cérebro processa os sons da fala, que é a criação de pausas ou barreiras onde não há barreira alguma. A fala humana é quase sempre um fluxo ininterrupto de sons, que apenas variam ao longo do tempo, e rapidamente, como a superfÃcie da água de um rio. O que ouvimos como sequências de palavras faladas bem de
Fontes
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