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Vinicius Torres Freire

Por Publicado Atualizado

Donald Trump recuou. Ao menos da boca para fora. Na manhã desta quarta, cancelou a ameaça de guerra na Groenlândia, mas disse que não abriria mão de tomar posse daquele “pedaço de gelo”; que um “não” europeu teria consequência.
O negocista imobiliário chegou a perguntar: “quem defenderia uma propriedade arrendada ou alugada?”. De tarde, na prática passou a dizer a repórteres que não queria se apropriar da ilha. Mais importante, anunciou o cancelamento de novo tarifaço contra europeus e “diretrizes” para um acordo.
Como Trump recua? Como recuou, se foi isso mesmo que aconteceu? De mais novo, houve mais reação polÃtica. O que pode ter sido relevante?
1) Oposição de parte do Partido Republicano; 2) Sururu nos mercados financeiros; 3) O fato de a União Europeia ter mantido pa

Há muitas razões geopolÃticas para que Trump queira a maior ilha do Ãrtico, mas nenhuma supera o que o motiva de fato: satisfazer seu ego. Foi o próprio Trump que colocou o imbróglio sobre a Groenlândia nestes termos em mensagem ao premiê norueguês. Ao relacionar o fato de não ter recebido o Nobel da Paz à sua insistência bélica de anexar a Groenlândia, Trump explicita sua polÃtica externa personalÃssima, na qual o interesse nacional é condicionado à maximação errática de sua autoimportância.
Isso não quer dizer que ele não tenha razões para querer a Groenlândia âque vai da riqueza mineral da ilha à um Ãrtico em disputa entre Rússia e China e à expansão de rotas marÃtimas na região. O problema é que nem a Groenlândia nem a Dinamarca, que a controla, são hostis aos

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